Recordando de Waldevino Monteiro dos Santos

Por Helen Coronel
25 de Maio de 2026
O Boxe brasileiro perdeu recentemente um de seus nomes mais respeitados com o falecimento de Waldevino Monteiro dos Santos, veterano pugilista que dedicou grande parte da vida ao esporte e ajudou a manter viva a tradição do Boxe nacional. A notícia causou tristeza entre antigos atletas, treinadores e admiradores da nobre arte, especialmente entre aqueles que conviveram com ele nas academias e ginásios ao longo de décadas.
Waldevino pertenceu a uma geração de lutadores formados em uma época em que o Boxe brasileiro era marcado pela disciplina extrema, por bolsas modestas e pela paixão genuína pelo combate. Em tempos nos quais poucos atletas conseguiam projeção internacional, homens como ele sustentavam o esporte com coragem, perseverança e enorme dedicação ao treinamento diário.
Embora não tenha alcançado a fama mundial de ídolos como Éder Jofre ou Acelino Freitas, Waldevino construiu respeito dentro do circuito pugilístico nacional. Foi campeão brasileiro dos super galos e dos leves. Entre colegas e alunos, era lembrado pela seriedade com que encarava o Boxe e pelo espírito de companheirismo cultivado nos bastidores das competições.
Nas redes sociais e grupos ligados ao Boxe, várias mensagens destacaram justamente esse lado humano do ex-pugilista. Amigos recordaram um homem simples, leal e apaixonado pelo esporte, alguém que atravessou gerações acompanhando o desenvolvimento do Boxe brasileiro e compartilhando experiências com atletas mais jovens.
A trajetória de Waldevino também simboliza a realidade de muitos antigos boxeadores brasileiros: atletas que viveram intensamente os ringues, mas que, longe dos grandes contratos e da visibilidade atual, acabaram reconhecidos sobretudo pela comunidade do esporte. Ainda assim, são figuras fundamentais para compreender a construção histórica do Boxe no país.
Seu falecimento reacende a memória de uma era romântica da modalidade, quando os ginásios de bairro revelavam lutadores movidos mais pelo orgulho e pela honra do que pelas cifras milionárias. Homens que ajudaram a formar escolas de Boxe, inspiraram jovens e mantiveram acesa a chama de um esporte tradicionalmente duro e exigente.
Com a partida de Waldevino Monteiro dos Santos, o boxe brasileiro perde mais um representante de uma geração importante, formada por atletas que carregaram o esporte nos ombros em períodos difíceis. Fica o respeito à sua história, às amizades construídas ao redor do ringue e à contribuição deixada para a memória pugilística nacional.
