Evento em Paranaguá reúne talentos e expõe realidade do Boxe regional brasileiro

31/03/2026

Por Helen Coronel

31 de março de 2026

O evento realizado no dia 15 de março, na Arena Albertina Salmon, em Paranaguá, marcou mais uma noite importante para os esportes de combate no Brasil. Integrando o card do FMS Fight Night 10, o show reuniu lutas de Boxe e MMA, com transmissão internacional e participação de atletas locais e de outras regiões do país.

Apesar da visibilidade alcançada, o evento também reforça características típicas do atual cenário do Boxe nacional: atividade consistente, mas ainda com limitações estruturais.

Entre os combates de Boxe realizados na noite, os principais resultados foram:

Fernando Black

venceu Julio Cavalheiro por decisão dividida (56-57, 58-55, 58-55)

Luis "Gordo" Rotta

venceu Ezio Lucas por nocaute (R1, 2min03s)

Lucas "Yeshua"

venceu João Victor "CJ" por decisão unânime

Natália "Samurai"

venceu Yasmin "Predadora" por decisão dividida

Jean Felipe de Lima

venceu Rafael Sagaz por nocaute técnico (R3, 1min32s)

Não conseguimos os sobrenomes dos boxeadores apresentados por apelidos. Muito menos os cartéis.

O combate entre Fernando Black vs. Julio Cavalheiro foi um dos mais comentados, chegando ao último round em bom nível técnico e equilíbrio, sendo decidido apenas nas papeletas dos juízes.

Outro ponto de destaque foi o nocaute rápido de Luis "Gordo" Rotta, que venceu a estreia profissional de Ezio Lucas, evidenciando o contraste comum entre experiência e debutantes no circuito nacional.

Um dos pontos positivos foi a transmissão do evento para mais de 220 países, algo raro para cards regionais brasileiros.

Isso mostra que existe:

interesse global

capacidade de produção

potencial de visibilidade

O evento de Paranaguá ilustra bem o momento atual do Boxe brasileiro.

Pontos positivos

Boa quantidade de lutas

Participação de atletas locais

Exposição internacional

Mistura de níveis (estreantes e experientes)


Pontos que ainda limitam o crescimento

Card misto (Boxe + MMA) dilui identidade do Boxe

Falta de continuidade entre eventos

Pouca projeção individual dos atletas

ausência de rankings conectados

O FMS Fight Night 10 não foi apenas um evento — foi um retrato do Boxe nacional:

ativo, competitivo, mas ainda em construção

Existe talento, existe público e existe esforço organizacional.
O que falta é transformar esses elementos em um sistema estruturado.

O evento de Paranaguá cumpriu seu papel como plataforma para atletas e vitrine internacional para o esporte. No entanto, também evidenciou que o Boxe brasileiro ainda depende de evolução fora do ringue.

Se houver organização, continuidade e investimento, eventos como esse podem deixar de ser iniciativas isoladas e passar a fazer parte de um circuito sólido.

Por enquanto, seguem sendo bons sinais de um potencial que ainda busca se consolidar.


Share