Boxe anda no mundo afora

Por Cristina Galino
10 de fevereiro de 2026
O boxe internacional vive um momento de renovação e expectativa, combinando o surgimento de novos talentos com o possível retorno de grandes nomes e a pressão popular por revanche em combates marcantes.
Porém no Brasil o cenário é diferente a ponto de mirar apenas as medalhas olímpicas. Pouquíssimas reuniões com lutas entre profissionais. As Federações, CNB e Associações não resolvem se unir para que haja um número maior de boxeadores na área rentada.
Entre os assuntos mais comentados está a crescente campanha de fãs e analistas por uma revanche de um confronto recente que terminou de forma controversa e eletrizante. O combate que nos vem à mente é a luta entre Gervonta Davis e Lamont Roach Jr., que terminou em empate majoritário em 1º de março de 2025 e foi fortemente criticada por questões de arbitragem.
Nesse duelo, Davis reteve seu título mundial dos leves da WBA com um resultado dividido (115–113, 114–114, 114–114), mas muitos observadores acharam que Roach deveria ter ganho por decisão. No 9º round houve a pataquada na qual o árbitro não marcou um knockdown quando Gervonta tocou a lona com as mãos o que teria mudado o resultado final a favor de Roach.
Especialistas e comentaristas vêm defendendo publicamente que o duelo "precisa acontecer de novo", destacando o alto nível técnico apresentado, a tensão do combate e o impacto comercial que uma segunda luta poderia gerar. Programas especializados e plataformas de transmissão já alimentam o debate, indicando que negociações podem ganhar força nas próximas semanas.
No campo das revelações, outro prospecto americano (filho de mexicanos) invicto vem chamando atenção e ganhando espaço no esporte. Marco "El Tiburón" Romero surge como um dos nomes mais promissores da nova geração, combinando agressividade ofensiva, boa leitura de distância e forte presença de ringue. Com luta marcada para breve, ele é apontado por observadores como atleta a ser acompanhado de perto, podendo acelerar rapidamente sua trajetória rumo a combates de maior relevância.
Outro destaque importante é o possível retorno de Errol Spence Jr., que planeja encerrar um longo período de inatividade. O ex-campeão, reconhecido por sua técnica, potência e disciplina tática, trabalha para um combate de volta que pode colocá-lo diretamente contra um adversário de alto nível. A movimentação agita o cenário das categorias superiores e levanta discussões sobre como o tempo afastado pode influenciar seu desempenho — ou, para alguns analistas, servir como fator de recuperação física e mental.
Também ganha espaço o anúncio da volta de Campbell Hatton aos ringues. O jovem lutador, que carrega um sobrenome histórico no boxe britânico, prepara seu retorno em um evento de forte carga simbólica e emocional. Um programa que homenageará seu pai, Ricky Hatton, falecido ano passado. A expectativa é de amadurecimento técnico e evolução de postura competitiva, pontos frequentemente cobrados pela crítica desde suas primeiras aparições profissionais.
O panorama atual mostra um esporte impulsionado por três forças simultâneas: a memória de grandes lutas que pedem continuação, o surgimento de novos talentos e o retorno de nomes consagrados. Essa combinação sustenta o interesse do público e reforça que o boxe segue em constante transformação, dentro das cordas e nos bastidores.
